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Dissertações

Liberdade e Não-liberdade em O Conceito de Angústia de Søren Kierkegaard

Marcos Érico de Araújo Silva

Dissertação
Autor
Marcos Érico de Araújo Silva
Orientador(a)
Miguel Antonio do Nascimento
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA ( JOÃO PESSOA ) — UFPB-JP
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2008
2008Marcos Érico de Araújo Silva. Liberdade e Não-liberdade em O Conceito de Angústia de Søren Kierkegaard. 2008. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA ( JOÃO PESSOA ), PB. Orientador(a): Miguel Antonio do Nascimento.2

O objetivo de nosso estudo é fazer uma análise interpretativa da obra O Conceito de Angústia (Begrebet Angest, 1844) de Kierkegaard, particularmente dos fenômenos da liberdade e da não-liberdade. Principiamos a pesquisa com uma tentativa de explicitar o método da comunicação indireta, utilizado pelo filósofo. Com efeito, interpretamos que o sentido filosófico do pseudônimo Vigilius Haufniensis (vigia ou vigilante de Copenhague) aponta para a originalidade com que as questões, principalmente da constituição do “eu”, são abordadas em relação à tradição. A temática da angústia, a partir da obra O Conceito de Angústia, deixa de ser um tema entre outros na filosofia de Kierkegaard, para ser o tema-chave desvelador do que o ser humano em essência é. A presente dissertação, portanto, focará sua análise na questão da síntese constituinte do homem. Esta síntese não está dada de antemão, mas necessita ser realizada. Isto significa precisamente o devir do homem, isto é, o percurso da liberdade. A angústia reveladora do devir do “eu”, implica numa reflexão sobre o tempo, pois não nos angustiamos ante o presente, mas pela possibilidade, pelo futuro. Daí que a angústia e o instante se equivalem, enquanto intersecção do temporal e do eterno na existência. Por esta razão, o instante reveste-se de uma importância decisiva para pôr em marcha o devir do homem. A liberdade, assim entendida, opõe-se frontalmente a concepção de livre arbítrio, isto é, a escolha arbitrária entre o bem ou o mal, entre isto ou aquilo. Finalizamos o nosso trabalho indicando a estrutura formal da não-liberdade no desprezo do instante, isto é, o devir do homem estabelece a liberdade como perda da liberdade.