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Dissertações

Liberdade e Natureza: O Problema da finitude e infinitude da vontade na introdução da filosofia do direito em Hegel

Julia Sebba Ramalho

Dissertação
Autor
Julia Sebba Ramalho
Orientador(a)
Marcia Zebina Araújo
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS — UFG
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2010
2010Julia Sebba Ramalho. Liberdade e Natureza: O Problema da finitude e infinitude da vontade na introdução da filosofia do direito em Hegel. 2010. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS, GO. Orientador(a): Marcia Zebina Araújo.3

O presente tratado é uma análise do desenvolvimento do conceito de vontade livre na Introdução da Filosofia do Direito de Hegel. Neste texto, Hegel aborda o conceito de vontade segundo três figuras (Gestalt) ou três níveis (Stufen), que são a vontade natural, o livre arbítrio e a vontade livre em si e para si. As duas primeiras figuras manifestam a liberdade finitamente, enquanto a última manifesta-a de modo infinito. Portanto, a análise do desenvolvimento destes níveis se centrará sobre o problema da finitude e infinitude da manifestação e realização da liberdade no mundo objetivo do espírito. O problema próprio deste tema, com efeito, é que a vontade, enquanto momento (Moment) de autodeterminação do espírito livre, tem a natureza por sua pressuposição e ponto de partida. Dessa maneira, investigar o tema da liberdade da vontade, em seus diferentes modos de manifestação é investigar, antes de tudo, a relação entre liberdade e natureza, ou melhora, é investigar a relação entre a autodeterminação do querer com os seus conteúdos volitivos naturais. Tais como desejos e inclinações. Por isso, a análise da presente Dissertação recorre a tematização de Hegel feita na Filosofia do Espírito Subjetivo, onde o filósofo aborda a relação especulativa entre espírito livre e natureza. A hipótese interpretativa que defende este trabalho é a afirmação de que o problema da finitude da liberdade não concerne ao fato de a vontade se auto-determinar por conteúdos naturais, pois, em Hegel, podemos encontrar uma consideração holística sobre a relação entre liberdade e natureza. Portanto, tanto nos modos finitos do desenvolvimento da liberdade da vontade, quanto em seu modo infinito e pleno, o querer busca satisfação, se determinando por conteúdos provindos da natureza, sem que por isso deixe de ser livre e autônomo. Desse modo o presente trabalho procurará mostrar que a concepção de Hegel sobre a vontade livre não é uma concepção purista, que procurasse fundar o mundo humano do espírito por exclusão de sua relação com a naturalidade.