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Dissertações

LINGUAGEM COMO ULTRAPASSAMENTO DA METAFÍSICA EM HEIDEGGER

Mizael José de Oliveira Filho

Dissertação
Autor
Mizael José de Oliveira Filho
Orientador(a)
Volnei Edson dos Santos
Universidade
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA — UEL
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2012
2012Mizael José de Oliveira Filho. LINGUAGEM COMO ULTRAPASSAMENTO DA METAFÍSICA EM HEIDEGGER. 2012. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA, PR. Orientador(a): Volnei Edson dos Santos.2

O que Heidegger quer dizer com a linguagem é dada? Ou, então, com a linguagem fala? Ou, ainda, com a linguagem fala? Heidegger possui uma obra primeira, baseada na estruturação hermenêutico-fenomenológica da linguagem do tratado Ser e tempo e outra na busca pela origem e pela essência da linguagem atrelada, sempre, à poesia, não só, mas principalmente de Hölderlin. Certo é, e isto é o cerne da hipótese desta dissertação, que a Kehre heideggeriana não pode mais ser vista tendo por ponto fulcral a técnica, mas sim a linguagem: a primeira permeia a passagem da década de 1920 e de Ser e tempo para o início da de 1930. Contudo, a segunda abarca o mesmo período solidificando-se e enraizando-se em sua filosofia até desembocar no ponto de maior maturação do tema, a década de 1950. O objetivo deste trabalho é analisar o modo como Heidegger trabalha com o tema da linguagem em diferentes épocas de seu pensamento, partindo do pressuposto de que há uma continuidade entre o que é apresentado no Ser e tempo e nos textos concebidos após a Kehre. Num primeiro momento será analisada a linguagem levando em consideração sua influência em termos e temas essenciais para o pensamento heideggeriano da década de 1920. Depois será feita uma breve análise da linguagem em obras após a virada e da linguagem tendo em vista o método hermenêutico. E, por último, a análise da linguagem em sua ligação com o pensar o acontecimento apropriativo e com a poesia, conduzindo ao ultrapassamento da metafísica, principalmente por intermédio da poética de Friedrich Hölderlin, considerado por Heidegger “o poeta dos poetas”.