Linguagem e Mundi: A Fenomenologia do Sinal em ser e Tempo de Martin Heidegger
Rogério Tolfo
- Autor
- Rogério Tolfo
- Orientador(a)
- Róbson Ramos dos Reis
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA — UFSM
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 1999
Em Ser e Tempo são encontradas duas teses acerca da filosofia da linguagem que parecem contraditórias entre si. A primeira sustenta-se na afirmação de que o sinal é um ente disponível que indica estruturas ontológicas. Desta afirmação pode-se concluir que uma tematização filosófica da linguagem possui o status de uma investigação fenomenológica. Na segunda tese, Heidegger exige a renúncia à """"filosofia da linguagem"""" para que se possa realizar uma investigação fenomenológica. Acreditamos que tal incompatibilidade entre as teses de Ser e Tempo é apenas aparente, pois quando Heidegger exige a renúncia à """"filosofia da linguagem"""", ele refere-se a um modo de conceber a filosofia da linguagem. Portanto, a renúncia exigida não é indiscriminada, mas refere-se a um tipo de abordagem do fenômeno da linguagem, o que exclui a contradição.
