- Autor
- Elder Lacerda Queiroz
- Orientador(a)
- Custódio Luis Silva de Almeida
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ — UFC
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2003
""""O ser que pode ser compreendido é linguagem"""". Eis aí a sentença chave e elucidativa do pensamento de H. G. Gadamer. Isso porque ela é a que melhor resume as intenções do autor e que mostra qual é eixo prioritário de seu pensamento. A ontologia é, a saber, um dos dois grandes pilares da filosofia ocidental. Ela e a epistemologia representam os dois grandes pilares da filosofia ocidental. Porém, quando identifica tão fortemente o Ser à linguagem Gadamer lança as bases sobre as quais irá se articular a nova ontologia. Uma ontologia que descobre vínculos estruturais entre verdade e interpretação, entre pensamento e linguagem, entre ser e movimento, entre a compreensão e a temporalidade. Além de que, ao vincular ser e linguagem o autor será capaz de explicitar que a historicidade é a marca ontológica da compreensão em geral e que o homem é, enquanto ser que dispõe da linguagem, um ser fundamentalmente finito. Uma filosofia como a hermenêutica filosófica de Gadamer só é possível por que o homem é finito, histórico e por ser um ser que dispõe de linguagem. Por outro lado, é legitimo se afirmar que a hermenêutica de Gadamer é necessária por que a compreensão e a interpretação são os pressupostos basilares de nossa experiência do mundo, pois sempre que há constituição e veiculação de sentido ambas estão implicadas. .. Nesse sentido é que se procurará explicitar os pressupostos que permitiram ampliar as pretensões da hermenêutica para além da necessidade de estabelecimento de bases válidas para o saber produzido nas ciências do espírito. Será necessário refletir acerca da centralidade e universalidade da linguagem a fim de saber melhor porque a hermenêutica filosófica de Gadamer reivindica para si a pretensão de universalidade. Também, será necessário se esclarecer o que Gadamer entende por linguagem e qual é sua estrutura fundamental. Por final, será necessário entender o porquê da centralidade ontológica da linguagem.
