Martin Heidegger e a pobreza do homo humanus - a pergunta pela essencia do homem.
FRANCISCO JOSE DIAS DE MORAES
- Autor
- FRANCISCO JOSE DIAS DE MORAES
- Orientador(a)
- GILVAN LUIZ FOGEL
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO — UFRJ
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2001
Tradicionalmente, o homem é definido como o animal racional. Todavia, em sua essência, a humanidade do homem permanece impensada. A tendência dominante de não pensar a essência do homem foi fortalecida pela metafísica moderna que, ao conceber o homem como sujeito , ou seja, como a própria substância do real, já o toma como algo simples e assim também como algo evidente. O homem feito a substância do real é aquele que acredita não mais precisar buscar-se a si mesmo. Porém, mediante a crença na sua posição privilegiada, ele afasta-se, cada vez mais, de sua própria essência (de sua própria existência), pois esta reside , em última instância, nas possibilidades sobre as quais ele (homem) não possui nenhum controle, a saber, o estar referido às coisas enquanto coisas, a morte e a linguagem. Somente quando se confia a essas três possibilidades extremas da existência e renuncia a toda pretensão de ser o centro da realidade é que o homem se empenha, de fato, em vir a ser aquele que ele é e precisa ser.
