- Autor
- Amauri Carboni Bittencourt
- Orientador(a)
- Marcos José Müller-Granzotto
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA — UFSC
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2008
Este estudo não visa investiga cronologicamente o percurso de Merleau-Ponty acerca da pintura. Queremos investigar três temas que esboçam a filosofia de Merleau=Ponty e a pintura: o artista, a história da arte e a """"experiência"""" com a arte. Ainda assim, esses temas foram """"garimpatdos"""" dos principais textos """"estéticos"""" merleaupontyanos: A dúvida de Cézanne, O olho e o espírito e A linguagem indireta e as vozes do silêncio. Por meio desses temas, nosso objetivo é mostrar que, num primeiro momento, a arte serviu a Merleau-Ponty para confirmar a tese fenomenológica da natureza primordial, ou seja, ele viu Cézanne realizar na pintura aquilo que ele queria fazer na filosofia. Mas, aos poucos, por reconhecer na pintura uma verdadeira linguagem, a saber, tácita, silenciosa, a natureza primordial passou a ser compreendida como uma linguagem e a pintura, por conseqüência, como uma verdadeira filosofia. Em linha gerais, esta é a tese dos três textos dos quais nos ocupamos para elaborar esta dissertação e que versam sobre pintura. Mas a reapresentamos por meio das três questões nesses mesmos textos.
