Metafísica e método: O itinerário da metafísica de Descartes na busca de uma fundamentação última
CEDENIR ROBERTO CAUMO
- Autor
- CEDENIR ROBERTO CAUMO
- Orientador(a)
- Draiton Gonzaga de Souza
- Universidade
- PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL — PUC/RS
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2001
O objetivo desse trabalho consiste em apresentar o itinerário da metafísica de Descartes na busca de uma fundamentação última. Para tanto, analisar-se-ão partes de várias obras do autor: Regras para a direção do Espírito (1628), Discurso do Método (1637), Meditações (1641) e Princípios da Filosofia (1644). O problema central, que se verificará em cada obra, consiste na ligação entre método e metafísica e nas relações que são possíveis estabelecer entre os conteúdos que compõem o método e o conteúdo referente às preocupações metafísicas nas diversas obras. Apresentar-se-á, portanto, uma análise de questões que estão presentes tanto na estruturação do método quanto no conteúdo da metafísica, como, por exemplo, a questão da dúvida e da evidência. Essa hipótese de trabalho exigirá um duplo movimento: primeiro, far-se-á uma exegese de termos cartesianos, como, por exemplo, método, intuição, dedução, dúvida etc., recorrendo-se a algumas passagens que são centrais para a temática em questão; segundo, e intrinsecamente ligado ao primeiro, mostrar-se-á a ligação do conteúdo desses termos nas diversas etapas do pensamento do autor e, conseqüentemente, nas diversas obras. Para a realização desse segundo movimento, bem como do primeiro, utilizar-se-ão comentários e interpretações da literatura secundária, procurando confrontá-las, pois a literatura secundária sobre Descartes possui interpretações distintas acerca do conteúdo do método e da metafísica cartesianos. Contudo, tentar-se-á mostrar que preocupações de cunho metafísico já estavam presentes na origem dos pensamentos do autor e, conseqüentemente, em obras de caráter mais metodológico, como é o caso das Regras para a direção do Espírito, e que questões de ordem metodológica se faziam presentes, talvez de forma implícita, em obras de caráter mais metafísico, como, por exemplo, nas Meditações.
