- Autor
- JOSÉ ANDRÉ RIBEIRO
- Orientador(a)
- MARCELO PIMENTA MARQUES
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS — UFMG
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2008
O objetivo desta dissertação e fazer uma análise textual do Íon e de passagens da República, observando seuss respectisos contextos dramáticos, tendo em vista compreender as estratégias argumentativas utilizadas por Platão, em sua crítica à poesia homérica, e ainda demonstrar que se pode fazer uma aproximação entre essas obras, na medida em que os pressupostos conceituais das críticas são análogos. Mostramos que os dois diálogos constatam o mesmo problema: os poetas pretendem não só falar sobre todas as coisas, mas também ensiná-las; o recurso argumentativo utilizado é avaliar se recorrem a uma tékhne, para mostrar que, na verdade, os poetas não conhecem verdadeiramente as coisas de que falam, não devendo, portanto, poder ensiná-las. Assim, fica comprovado que a poesia homéria não pode fundar a paideía dos cidadãos. Concluímos que a crítica aos poetas, em ambos os diálogos, é tanto epistêmica, quanto pedagógica (ético-política).
