Mimesis e prazer cognitivo na Poética de Aristóteles
Christiani Margareth de Menezes e Silva
- Autor
- Christiani Margareth de Menezes e Silva
- Orientador(a)
- Irley Fernandes Franco
- Universidade
- PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO — PUC-RIO
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2005
A presente dissertação de mestrado tem o objetivo de mostrar o vínculo entre a noção de mimesis e o conhecimento na Poética de Aristóteles. No texto da Poética, dois momentos são importantes para se analisar o prazer que o homem experimenta ao estar diante de um mimema: quando o exemplo é uma pintura, e quando o exemplo é uma tragédia. No caso do exemplo pictórico, o prazer é claramente cognitivo, pois se reconhece o que está ali apresentado por meio de mimesis. No caso da tragédia, a questão é mais complexa, pois é dito por Aristóteles que a tragédia surte no espectador, ou no leitor, as emoções de terror e piedade, emoções estas descritas na Retórica como dores. No caso do exemplo pictórico, há prazer em reconhecer do que o mimema (no caso, a pintura) é mimema. No caso da mimesis trágica, o prazer estaria ligado à compreensão de quais ações levam ao desfecho doloroso, sendo então o prazer trágico também cognitivo.
