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Dissertações

MODOS DE APRESENTAÇÃO DO ABSURDO EM ALBERT CAMUS.

Sergio Vicentin

Dissertação
Autor
Sergio Vicentin
Orientador(a)
Jorge Luiz Rocha de Vasconcellos
Universidade
UNIVERSIDADE GAMA FILHO — UGF
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2007
2007Sergio Vicentin. MODOS DE APRESENTAÇÃO DO ABSURDO EM ALBERT CAMUS.. 2007. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE GAMA FILHO, RJ. Orientador(a): Jorge Luiz Rocha de Vasconcellos.2

A obra de Camus contém signos de linguagem que perpassam pelo amor, alegria e felicidade, alcançando o encontro do homem com a natureza e o mundo em união perfeita e harmônica. Mas, ao caminhar em suas reflexões ele desvela, através da angústia, dor e desalento, que a realidade humana é permeada de.situações que fazem com que o enlace que propõe em seus primeiros escritos se desfaça, pois, o que está posto no mundo assim não o permite. As discrepâncias sociais, as diferentes realidades humanas, onde a doença, a falta de crença, a morte estão presentes, desnudam o absurdo que se contrapõe à realidade, até então, ilusória. A absurdidade da vida e do mundo passa a ocupar as linhas de suas últimas obras de maneira contundente e real. O homem não apenas vive o que, nas palavras do autor, se revela como direito, que é a alegria, felicidade e amor, mas, muito mais, o avesso, a dor, o sofrimento, a decepção, a morte. O absurdo afronta, amedronta, pois sinaliza a tomada de consciência necessária para que o homem faça escolhas, que modifique sua atitude diante daquilo que não pode ser evitado, o absurdo, dado que é a realidade. No pensamento camusiano não há Deus, nem tão pouco eternidade, onde reside a ilusão da felicidade e da realização; não há apelo, não há futuro. O passado não se modifica, o tempo é o presente. E o homem é o.único que pode revoltar-se. E, a partir da atitude da revolta, nega o absurdo, o enfrenta e diz o não da libertação. .Segundo Camus, do enfrentamento o homem é livre, e conseqüentemente, suas escolhas e atitudes são reais porque não delega ao transcendental, ao que está fora do mundo ou ao futuro, a responsabilidade de seu destino. .Os personagens de seus escritos representam, em seu âmago, o homem jogado no mundo, sem ilusão, sem crença, que sofre e se depara com a morte, mas que, diante do absurdo, liberta-se, consciente da vida que teve e da morte que o espera..s obras de Camus propõem refletir sobre a realidade da existência humana sem falsas crenças ou ilusões. O enlace primeiro poderá ser alcançado, como também, inevitavelmente, a morte, mas que sejam enfrentados com consciência e liberdade. Cabe ao homem o sentido de seu existir no mundo e realizar-se no.momento presente.