Moralidade e história na Ideia de uma história universal de um ponto de vista Cosmopolita de Kant
Ricardo Machado Santos
- Autor
- Ricardo Machado Santos
- Orientador(a)
- ZELJKO LOPARIC
- Universidade
- UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS — UNICAMP
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2011
O objetivo deste trabalho é pensar a relação entre moralidade e história, especificamente no texto Idéia de uma história universal de um ponto de vista Cosmopolita (IaG). Neste sentido, o trabalho é composto de duas partes, cada uma contendo dois capítulos, nos quais se discutirá respectivamente: o status epistemológico da IaG, argumentando-se a favor de que a concepção de progresso histórico presente na obra seja concebida como um princípio regulativo (capítulo 1); que tal concepção vincula-se à questão da exequibilidade das regras práticas, isto é, defender-se-á que devemos conceber, a IaG, no contexto do problema da possibilidade e efetividade das proposições práticas, mostrando que Kant procura, durante parte da década de 80, mostrar que os conceitos e princípios práticos da razão não são quiméricos, mediante a vinculação dos mesmos com princípios regulativos (capítulo 2); o conceito de progresso histórico presente na IaG, com ênfase na relação entre progresso da cultura e progresso moral, bem como no papel do antagonismo na realização de ambos, mostrando que podemos pensar, em certo sentido, a concepção de história da IaG, também como uma concepção moral da história, e não somente como história natural política, tendo a Natureza/Providência evocada por Kant um papel limitado (capítulo 3); por último trataremos a relação entre progresso moral e progresso político argumentando que o segundo é condição do primeiro, visto que apenas dentro de um Estado que evite a guerra tanto interna como externa, e que garanta a maior liberdade possível é que se pode esperar que o gênero humano como um todo melhore moralmente.
