- Autor
- KÁTIA ARAÚJO SILVA
- Orientador(a)
- RODRIGO ANTÔNIO DE PAIVA DUARTE
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS — UFMG
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2006
O presente trabalho tem por escopo esboçar um exame acerca da problemática do “Fim da Arte” nos Cursos de Estética de Hegel. Para tanto, partimos de duas hipóteses. A primeira aponta para um fim sistemático da arte na tríade do Espírito Absoluto, ou seja, a arte cede lugar a outras manifestações do espírito tais como a religião e a filosofia, sob a forma do conceito. A segunda hipótese diz respeito à própria intenção sistemática dos Cursos de Estética. Primeiro, considerando as modalidades sucessivas de expressão artística apontadas pelo filósofo sob a Forma das artes simbólica, clássica e romântica e, segundo considerando as formas específicas de artes, todas elas submetidas a uma ordenação histórica, tais como a arquitetura, a escultura, a pintura, a música e a poesia. Concluímos que para delinear esta problemática, deveríamos partir do pressuposto do conceito de arte na filosofia de Hegel, pois o mesmo nos indica a significação do tema do “Fim da Arte” na intenção sistemática do filósofo. Tal elucidação levou-nos à conclusão de que o “Fim da Arte” é ao mesmo tempo sua ressurreição suprassumida e, isso também significa que não podemos atribuir o vaticínio de morte a essa temática. Analogicamente a essa primeira elucidação, concluímos que se considerada esta temática diante dos Cursos de Estética, o “Fim da Arte” na verdade é o fim do verdadeiramente ideal e ainda, se o nosso olhar se volta para as designações da arte na história, tal como esse objeto nos é apresentado por Hegel, este fim não supõe um pessimismo hegeliano diante da arte, mesmo se considerada a idéia de “prosaísmo do mundo atual ou moderno”, mas certamente um fim otimista, tal como o filósofo concebe o seu sistema dialético.
