Mudança de hábito como evolução e autocontrole no pragmatismo de Peirce
Manúcia Passos de Lima
- Autor
- Manúcia Passos de Lima
- Orientador(a)
- Ivo Assad Ibri
- Universidade
- PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO — PUC/SP
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2008
Esta pesquisa aborda o processo de mudança de hábitos no pensamento de Peirce (1839-1914) partindo da hipótese de que há uma forte relação entre autocontrole e pragmatismo e de que mudança de hábitos se dá por um estímulo, mesmo que vago, para se aplicar a razão objetivando alcançar uma conduta coerente e admirável. Peirce – que foi um renomado químico com muita experiência em laboratório e possuidor de uma mente multidisciplinar que conhecia bem Lógica e Filosofia – é considerado como um dos maiores pensadores americanos bem como o pai do pragmatismo. Pragmatismo – que é um método que visa aprendizagem e evolução e que pode ser utilizado para encaminhar o pensamento para níveis mais elevados de clareza – tem um teor normativo já que se interessa por conduta deliberada, que é consciente e autocontrolada. Nesta pesquisa se observou que o conceito de hábito, que “é aquela especialização da lei da mente por meio da qual uma idéia geral ganha o poder de ativar reações” (CP 6.145), é fundamental no pragmatismo de Peirce. Observou-se também que sendo a tendência ao hábito um princípio evolutivo ela traz em sua essência uma tendência à mudança uma vez que evolução não acontece sem mudança de hábitos e vice-versa. Ao longo da evolução a mudança de hábitos, que se inspira num ideal admirável que também se submete à evolução, tende para o autocontrole e se viabiliza na prática cotidiana ponderada pela lógica
