- Autor
- LILIANE DA ROCHA F. NAHON MARINHO
- Orientador(a)
- ROBERTO CABRAL DE MELO MACHADO
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO — UFRJ
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2004
embora sempre presente como tema para o pensamento, é somente depois da filosofia transcendental de Kant que a arte aparece como uma alternativa para o conhecimento da essência do mundo. O surgimento da estética como uma disciplina independente e a sistematização de temas como arte e natureza, o belo e o sublime, a criação artística e a relação do espectador com a obra de arte, contribuíram para que a arte alcançasse, no pensamento pós-kantiano, a esfera do conhecimento. Com Schopenhauer, crítico da razão como instância que define o homem e o mundo, a arte se alça como condição para o conhecimento do em si do mundo. Mas, assim, como Hegel, Schelling e o próprio Kant, ele não atribui o mesmo valor a todas as artes. E tal como reconhece uma hierarquia entre os seres, vê o mesmo se passando com as diferentes formas de arte, estabelecendo, então, uma relação entre os níveis do fenômeno e as diferentes manifestações artísticas. No entanto, a música aparece como arte independente, pois enquanto as outras artes dão um conhecimento dos graus demanifestação do em-si no mundo fenomenal, a música é capaz de expressar a voz da própria essência do mundo. Tal concepção faz da música a arte superior, concedendo-lhe o estatuto de via de acesso à essência de todas as coisas. A dimensão que toma o pensamento de Schopenhauer é investigada, neste trabalho, a partir de Wagner e Nietzsche, que desenvolveram escritos que retomam a valorização da música sobre o pensamento. Wagner, com o intuito de complementar musicalmente o mestre, Nietzsche para mostrar como a arte de Wagner, em função de sua valorização da música, é uma retomada da concepção grega da tragédia.
