Nada entre Ser e Tempo - Heidegger, leitor do """"Tratado do Tempo"""" de Arsitóteles
Fernando Maurício da Silva
- Autor
- Fernando Maurício da Silva
- Orientador(a)
- Marcos José Müller
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA — UFSC
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2005
O que é, é no tempoe o tempo é algo que é: deste modo, ser e tempo são compreendidos a partir de uma relação metafísica prévia de identidade. Entretanto, quando a metafísica clássica teve que se perguntar pelo ser do tempo, não pôde se esquivar à questão do não-ser que compõe as suas partes. E o problema do não-ser trasnferiu-se para uma modalidade ôntica. Contudo, quando o próprio modo de indagar-se pelo ser e pelo tempo são postos em questão, desde a relação do questionante - o ser-aí - tem com o questionado - o ser- em sua temporalidade, então a questão pelo ser do tempo não mais pode furtar-se ao problema do nada. Nada há além do tempo que lhe fundamente um ser - é este o probelma que a questão do temp não pode deixar de pensar quando se dirige ao seu ser. A pergunta de Heidegger pelo sentido do ser a partir do tempo não implica em simplismente negar a filosofia clássica do tempo, tal como iniciada por Aristóteles, mas antes de tudo colocare a questão desde uma outra possibilidade: perguntar pelo tempo sem partir do sentido do ente, senão a partir do próprio sentido do ser, ao qual não pertence nada de ôntico.
