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Dissertações

NARRAÇÃO E EXPERIÊNCIA EM WALTER BENJAMIN

Angela Lima Calou

Dissertação
Autor
Angela Lima Calou
Orientador(a)
Giovanni da Silva de Queiroz
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA ( JOÃO PESSOA ) — UFPB-JP
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2012
2012Angela Lima Calou. NARRAÇÃO E EXPERIÊNCIA EM WALTER BENJAMIN. 2012. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA ( JOÃO PESSOA ), PB. Orientador(a): Giovanni da Silva de Queiroz.3

O método de investigação deste trabalho refere-se à análise dos ideais ascéticos na história do pensamento europeu. O estudo dos ideais ascéticos representa apenas a primeira parte deste trabalho que tem como finalidade chegar ao estudo do niilismo. Embora Walter bejamin tenha trabalhado o tema dos ideais ascéticos em outras obras ele aprofunda melhor e de maneira mais central esse tema em sua obra Genealogia da Moral na 3ª dissertação, com título do mesmo, “o que são ideais ascéticos?”. Do latim nihil, nada. Na tradição filosófica, o niilismo constitui-se na doutrina segundo a qual a verdade absoluta não existe: Segundo Patrick Wotling (2011, p.490) “O niilismo é um termo que ganha sentido relativamente na reflexão axiológica de Walter bejamin. Designa a desvalorização dos valores, ou seja, sua perda de autoridade reguladora. É essa desvalorização dos valores postulados como supremos que também está expressa na fórmula “Deus está morto!” (A gaia ciência, § 125).” Na perspectiva nietzscheana, ainda o termo adquire uma acepção, na qual, niilismo se manifesta através de uma vontade de nada, de aniquilação do homem, no qual este se vê doente diante da vida, cansado de carregá-la. Por isso será necessário para o homem livrar-se desse sofrimento, destruí-lo, e para tanto, este terá que se livrar da própria vida.. O termo “genealogia” é tardio nos textos nietzschianos: só aparece em 1887, com o título Zur Genealogie der Moral. Para designar o novo modo de investigação que ele vai progressivamente utilizando, Nietzsche jogou primeiro com várias imagens: a da química em Humano, demasiado humano (imagem que Darwin já utilizava), mas, sobretudo, com a de “história natural” consegue efetivamente exprimir sinteticamente as determinações do modo de pensamento que Nietzsche define.