NATUREZA E PAPEL DOS ESQUEMAS DOS CONCEITOS PUROS DO ENTENDIMENTO, NA CRÍTICA DA RAZÃO PURA
Marcele Ester Klein Hentz
- Autor
- Marcele Ester Klein Hentz
- Orientador(a)
- Róbson Ramos dos Reis
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA — UFSM
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2005
O objetivo deste trabalho é tratar de forma reconstrutiva o capítulo da Crítica da Razão Pura intitulado """"Do esquematismo dos conceitos puros do entendimento"""". Primeiramente, investiga-se o papel que os esquemas devem desempenhar, ficando claro que eles são responsáveis pelo fornecimento das condições sensíveis específicas para cadacategoria em particular, tornando possível a aplicação das mesmas a fenômenos. A discussão do papel dos esquemas transcendentais conduzirá a uma segunda questão, a saber, qual é a natureza destes esquemas. Como resultado, obtém-se que os esquemas transcendentais possuem uma natureza peculiar, distinta daquela que os esquemas de outros conceitos possuem. A natureza peculiar destes esquemas consiste em seremintuições puras determinadas. Na finalização do trabalho trata-se de forma sumária a relação entre esquema e categoria, apontando que esta relação deve ser concebida fundamentalmente como uma relação de significado, onde o esquema fornece um significado real à categoria, possibilitando um uso empírico da mesma com fins ao conhecimento objetivo. Como uma avaliação geral da problemática do esquematismo chega-se à conclusão de que ao capítulo do esquematismo corresponde de fato uma tarefa própria, o que pode ser verificado pela literatura mais recente acerca do esquematismo. Por outro lado, não apenas a natureza dos esquemas transcendentais, mas também o tipo de relação que deve ser estabelecido entre categoria e esquema, dada a extrema dificuldade do texto, são questões para asquais a literatura ainda não chegou a um consenso.
