NATUREZA. GÊNIO E ARTE NO TERCEIRO MOMENTO DA CRÍTICA KANTIANA
Ana Monique Moura de Araújo
- Autor
- Ana Monique Moura de Araújo
- Orientador(a)
- Edmilson Alves de Azevedo
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA ( JOÃO PESSOA ) — UFPB-JP
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2011
A natureza referida na primeira parte da CFJ pode ser dita inicial e simplesmente como um reduto de experiência estética. Ademais, ela marca o lançar-se do sujeito ao âmbito empírico não epistemológico, isto é, à experiência que não busca determinar o julgado, mas pensá-lo e contemplá-lo. Assim, a natureza, aqui, recebe a formação de juízos estéticos do sujeito. Ela abriga a experiência estética e culmina por compô-la..O sujeito encontra na natureza o espaço no qual ele se deixa enlevar pelo sentimento de prazer com o belo ou com o sentimento de desprazer do sublime. O belo se lança com o sentimento de caráter contemplativo e permite o sujeito vislumbrar a natureza como tutora de uma beleza que lhe é original. O sublime é uma comoção provocada pela imponência da natureza sobre o sujeito (com seus trovões, tempestades, vulcões, luas cheias, marés violentas). Ambos, tanto o belo como o sublime se alinham à formação de juízos estéticos direcionados à natureza..Ao lado da formação de juízos estéticos, Kant concebe esta natureza como passível de interesses subjetivos que podem se configurar como empíricos ou intelectuais. Ora, já dissemos acima como o belo, por exemplo, é aquilo que agrada sem interesse, contudo, esta afirmativa, que inclusive, compõe uma característica fundamental e identitária do ajuizamento do belo na natureza, não retira a possibilidade de falarmos, com Kant, em interesse no belo. Portanto, """"o juízo de gosto, pelo qual algo é declarado belo, não tem de possuir como fundamento determinante nenhum interesse.
