- Autor
- MARIA ELIANE ROSA DE SOUZA
- Orientador(a)
- FRANCISCO JAVIER GUERRERO ORTEGA
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS — UFG
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 1998
A investigação destaca a grande importância da antropologia na compreensão do Estado absolutista de Thomas Hobbes e a atualidade do seu pensamento no que diz respeito à concepção de homem. O estudo privilegia o veio antropológico pouco compreendido e considerado de menor relevância na análise da teoria política do pensador. A exposição tem por base uma tese fundamental, a saber: todo posicionamento político hobbesiano está fundamentado em seu conceito de homem, ou seja, numa concepção de Natureza Humana. Hobbes define, primeiro, o que é o homem: como é constituído física, psicológica, histórica e socialmente para, a seguir, definir que estado responderia satisfatoriamente a esta constituição mesma da Natureza Humana. Sua análise recai num pessimismo antropológico através do qual apresenta-nos como os homens se encontram submetidos ao medo, à paixões, aos desejos; como tendem ao poder, à honra e à glória, mostrando-se sees individualistas e egoístas por excelência; e, por outro lado, por possuírem uma reta razão, como são capazes de determinar e calcular a necessidade do controle deste estado de coisas que leva à guerra, e à morte, através do perfeito e indestrutível Leviatã. As características inerentes ou naturais ao homem apresentadas por Hobbes dão à natureza humana um formato de ferocidade e egoísmo, provando que o que há de universal nesta natureza advém, justamente, do individualismo.
