- Autor
- Valdeci Freitas
- Orientador(a)
- Alvaro Luiz Montenegro Valls
- Universidade
- UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS — UNISINOS
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2009
Propomo-nos a apresentar nesta pesquisa uma exposição acerca da moral preconizada por Nietzsche. Nietzsche faz uma profunda crítica à moral ocidental platônico-judaico-cristã, pois, segundo ele, o ocidente vive uma moral castradora, que oprime as forças instintivas e naturais da vida. Esta é a moral dos fracos, dos ressentidos, uma moral que impede o homem de alcançar o seu desenvolvimento pleno e realizar ao máximo suas potencialidades. Em contrapartida, Nietzsche apresenta a moral que expressa o otimismo pelas forças vitais do homem, forças essas que animam e impelem-no a alçar o supremo brilho e potência próprios do homem. Em torno dessa concepção procuramos apresentar em que aspectos a moral ocidental oprime a expansão da vida. Qual é a origem do estado depressivo e da fraqueza de vontade que estão presentes em nossa cultura? Apontando como possível resposta a indicação nietzscheana de que a decadência do ocidente está na repressão das forças instintos e naturais do homem; por outro lado, buscamos explorar como se apresenta a moral denominada por Nietzsche de moral nobre, a verdadeira moral que possibilita um viver mais saudável, autêntico e intenso para o homem, permitindo-o desenvolver-se elevar-se ao máximo, chegando ao estado evoluído do homem do tipo forte. Para Nietzsche a realização plena do homem é conseguida através da afirmação da forças naturais, da afirmação da vontade de poder.
