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Dissertações

Nietzsche, Genealogia e Transvaloração: uma Crítica ao Cristianismo enquanto uma Moral do Ressentimento

Antonio Rogério da Silva Moreira

Dissertação
Autor
Antonio Rogério da Silva Moreira
Orientador(a)
Custódio Luis Silva de Almeida
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ — UFC
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2009
2009Antonio Rogério da Silva Moreira. Nietzsche, Genealogia e Transvaloração: uma Crítica ao Cristianismo enquanto uma Moral do Ressentimento. 2009. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ, CE. Orientador(a): Custódio Luis Silva de Almeida.2

O objetivo da dissertação é analisar e explicitar a crítica à moral no.pensamento de Nietzsche; sobretudo, à moral judaico-cristã diagnosticada como a moral.do ressentimento. Uma moral capaz de imobilizar os mais nobres instintos e desprezar.todos os valores que se harmonizam e embelezam a vida. Partindo do princípio de que.tal diagnóstico é de fundamental importância para o seu projeto-filosófico final – a.transvaloração dos valores – resolvemos lançar mão de sua interpretação sobre a moral.a partir dos seus últimos escritos, em particular, a Genealogia da Moral. Escrito este.que, no decorrer desta análise, é primeiramente compreendido como um método, um.procedimento criado por Nietzsche, imprescindível à instauração do projeto de.transvaloração, que é o de expansão da vida e de destruição da moral. Em seguida, o.escrito é interpretado como uma genealogia que vai mostrar três formas distintas de.interiorização do ressentimento. No terceiro momento, são apresentados O Anticristo e.o Crepúsculo dos Ídolos. Nestas obras, Nietzsche traz à baila certas personagens e.movimentos históricos que, segundo ele, assim como o cristianismo, encontram-se.impregnados de ressentimento. Ao final, para os problemas apresentados, esboçamos.uma resposta perspectivista. Assim, em oposição ao discurso fechado da moral do.ressentimento que encerra uma direção única para as suas conclusões, e onde se elege o.além, o eterno e o imutável como o caminho para a felicidade do homem, preferimos,.neste ensaio, que se pretende inacabado e incompleto, afirmar o múltiplo como o objeto.de afirmação da vida.