- Autor
- Selmo Gliksman
- Orientador(a)
- Paulo Cesar Duque Estrada
- Universidade
- PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO — PUC-RIO
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 1999
Quando empreende a Genealogia da Moral Nietzsche denuncia que a visão de mundo e os valores morais da humanidade estão comprometidos pelos afetos de ressentimento e da má consciência. Aquele que subsreve tais valores e é depositário desses afetos é denominado como o tipo escravo. Quando busca a contrapartida, o antídoto a esses afetos negativos, o filósofo concebe um tipo nobre, afirmador. Esta dissertação pretende refletir sobre estas duas tipologias morais e mostrar porque e como é a moral do escravo que vai prevalecer e moldar a cultura do homem ocidental. Prosseguindo, veremos porque, para Nietzsche é o tipo nobre quem vai avaliar a vida positivamente desde um ponto de vista que considera a dor e o sofrimento como ingredientes fundamentais do sentimento de felicidade e de toda a vida que se afirma.
