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Dissertações

Nietzsche Zaratustra e a solidão espumante

Carolina Andréa Ribeiro Weyne

Dissertação
Autor
Carolina Andréa Ribeiro Weyne
Orientador(a)
Daniel Soares Lins
Universidade
UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ — UECE
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2004
2004Carolina Andréa Ribeiro Weyne. Nietzsche Zaratustra e a solidão espumante. 2004. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ, CE. Orientador(a): Daniel Soares Lins.3

RESUMO..Esta dissertação mostra a presença e importância da solidão, tanto na vida do filósofo Friederich Nietzsche, quanto no percurso do personagem central de sua obra Assim Falou Zaratustra. As experiências que Nietzsche viveu em sociedade, nos tempos de estudante e de professor, bem como sua amizade com o músico Richard Wagner, levaram-no a isolar-se e a descobrir na solidão uma força regeneradora que o levou a decidir-se pela dedicação exclusiva à filosofia. A obra de Nietzsche Assim Falou Zaratustra conta a saga de um proferta que tem uma postura análoga à de seu autor. Fortificado pela solidão, que é o lugar onde as forças positivas são geradas, Zaratustra defende a possibilidade da existência de um homem pleno. A construção de uma vida mais satisfatória requer a destruição de antigos valores que degradam a existência humana. A pedagogia que Zaratustra matura na solidão para depois levar aos homens, engloba os conceitos nietzscheanos: Transmutação, Super-homem, Vontade de Potência e Eterno Retorno. Constantemente, Nietzsche e Zaratustra terão que se recolher à solidão para fazer a análise dos acontecimentos em que estão envolvidos. Na solidão, ocorrerá a reaquisição de forças e a reestruturação das ações a serem tomadas. Sendo esta solidão um estado efervescente de análise e posicionamento, ela é considerada solidão espumante.