NIILISMO E MÁ-CONSCIÊNCIA NA SEGUNDA DISSERTAÇÃO DA GENEALOGIA DA MORAL
Fernando Ribeiro Andrade
- Autor
- Fernando Ribeiro Andrade
- Orientador(a)
- Jorge Luiz Rocha de Vasconcellos
- Universidade
- UNIVERSIDADE GAMA FILHO — UGF
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2008
Este trabalho apresenta a análise e discussão do conceito de niilismo enquanto conceitochave da filosofia de Friedrich Nietzsche e, em especial, tal como ele é elaborado na Segunda dissertação da Genealogia da Moral. A relevância do conceito se torna evidente pela sua relação com o questionamento da moral, como da metafísica que a sustenta, levado à cabo pelo filósofo. Se a moral e a metafísica têm uma história, o niilismo aparecerá na reflexão nietzscheana como o verdadeiro nome dessa história, precipitada em seu movimento decadente pela assimilação dos valores judaicos-cristãos. A reflexão sobre o niilismo, considerado o verdadeiro motor e resultado do processo civilizatório ocidental, perpassa toda a obra de Nietzsche, e pode ser descrita sob quatro formas aqui analisadas: negativa, reativa, passiva e ativa. As três primeiras referem-se a um processo de decadência, gerado pelas formas de negar a vida, e apresentam o advento da morte de Deus como o grande marco. Na forma ativa, o homem passa a afirmar a vida, fazendo prevalecer um querer sempre mais potência, uma vontade que se volta incondicionalmente para a vida, afirmativa e criativa. E uma vez investigados esses aspectos do niilismo disseminados na.obra de Niezstche, passa-se à análise da Genealogia da Moral, que apresenta a moral religiosa judaico-cristã como ferramenta de domesticação do homem, através da implantação da culpa e do ressentimento como traços característicos da má consciência e, por conseqüência, próprios do tipo reativo. Buscou-se finalizar com a discussão da idéia do Eterno Retorno como via para a superação das formas decadentes do niilismo e desencadear a ascensão do super-homem como forma de afirmação da vida.
