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Dissertações

Noção de espaço em """"As palavras e as coisas"""", de Michel Foucau

Nilton César Arthur

Dissertação
Autor
Nilton César Arthur
Orientador(a)
Salma Tannus Muchail
Universidade
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO — PUC/SP
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2007
2007Nilton César Arthur. Noção de espaço em """"As palavras e as coisas"""", de Michel Foucau. 2007. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO, SP. Orientador(a): Salma Tannus Muchail.2

Objetiva-se investigar, na obra As Palavras e as coisas de Michel Foucault, a compreensão da noção de “espaço”. O estudo recairá sobre as configurações epistêmicas encontradas ao longo da obra, pois a investigação aqui proposta pretende diagnosticar o espaço chamado epistêmico. Para tanto, três momentos históricos - aqueles mesmos abordados em As Palavras e as coisas - serão contextualizados, a saber: o Renascimento, a Idade Clássica e a Idade Moderna. Todavia, cada uma das épocas, terá o enfoque e especificidades estritamente foucaultianas, já demarcados na própria nomeação: respectivamente a era da semelhança, a era da representação e a era da interpretação. Procurar-se-á descrever o espaço epistêmico, situado arqueologicamente, próprio de cada período citado. Todavia, a pesquisa expressará uma especificidade na abordagem: a utilização de noções geométricas no diagnóstico proposto. Ou seja, a tentativa é aproximar-se da compreensão foucaultiana da noção de “espaço” valendo-se da abstração de um referencial de apoio: uma perspectiva de figuração geométrica configurando o espaço epistêmico. No diagnóstico, três noções geométricas serão aplicadas às três configurações epistêmicas descritas na obra: o círculo, o quadrado e a profundidade. O intuito é descrever as práticas geometrizadas da circularidade rotativa, da quadratura planificada e da constituição, em profundidade tridimensional, do volume no saber. Assim, descrever-se-á, para o período do Renascimento, o espaço epistêmico circular, cuja prática torneou a Idade da Decifração; para o período clássico, o espaço epistêmico plano, cuja prática embasou a Idade da Representação; e, por fim, para o período moderno, o espaço epistêmico volumoso, cuja prática inaugurou a Idade da Interpretação