NOVA SEMÂNTICA DA ÉTICA EM EMMANUEL LEVINAS: ROSTO E RESPONSABILIDADE
Maria dos Milagres da Cruz Lopes
- Autor
- Maria dos Milagres da Cruz Lopes
- Orientador(a)
- Ulpiano Vazquez Moro
- Universidade
- FACULDADE JESUÍTA DE FILOSOFIA E TEOLOGIA — FAJE
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2012
Esta dissertação tem por objetivo a interpretação da nova semântica da ética em Emmanuel.Levinas (1906-1995), rosto e responsabilidade e a ressignificacão da ética como filosofia.primeira. A análise será desenvolvida a partir dos três momentos da periodização das obras do.filósofo: o ontológico, o metafísico e o ético. Serão usados, durante a análise, o método.analítico, com momentos sintéticos; o próprio método do autor, o espiral, assim como o.método sistemático, na redação. Nossa análise trabalha a crítica levinasiana ao Ser como.excesso de si mesmo, isto é, o mal de ser no primado da ontologia, este que reduz o Outro ao.Mesmo. Para tanto, enfoca-se a necessidade de evadir-se do Ser por meio da “ex-cendência”.do Ser, na possibilidade de ir para além do Ser, para que possa surgir o evento do existente,.que se afirma primeiramente como sujeito sensível e fruitivo no alcance da alteridade através.do amor erótico e da fecundidade pai/filho. Após situar a necessidade da evasão, investiga-se.o rosto como linguagem expressiva em sua epifania, por ser relação ética como o outro que.escapa de qualquer especulação teorética e tematização. Demarcado o rosto em relação com.outro, evidencia-se a significância e significado da ética do rosto como proximidade,.responsabilidade e substituição através do testemunho “ser-para-o-outro”, como devotamento.ao outro na condição de desinteressamento. Esta que se constitui como signo dado ao outro no.acusativo: “eis-me aqui”. Testemunho de responsabilidade ao outro, no qual Deus vem à.ideia. No rosto do outro, há a significância da palavra Deus que se dá a conhecer na relação.ética.
