O abismo entre Filosofia e política e suas relações com o dois-em-um socrático no pensamento de Hannah Arendt.
Daiane Eccel
- Autor
- Daiane Eccel
- Orientador(a)
- Selvino José Assmann
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA — UFSC
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2011
O abismo entre a filosofia e a política é uma das chaves de leitura possíveis da obra de Arendt. A separação entre filosofia e política que tem origem na Grécia com a morte de Sócrates e com os escritos de Platão, permaneceu presente durante toda a duração da tradição do pensamento político e chegou ao fim com Karl Marx. Tal separação trouxe alguns danos sobretudo para a política que perdeu sua dignidade e foi tomada por um período de sombras. O pensamento político já não é mais capaz de revelar a pluralidade dos homens, que é a marca da política. A questão discutida neste escrito é: há alguma solução para o problema da separação entre filosofia e política inerente ao próprio pensamento de Hannah Arendt? Para tentar resolver tal problema, de início sugere-se o dois-em-um socrático (eme emauto) abordado pela autora em alguns de seus textos. Porém, ao longo deste trabalho se revelará que o pensar (neste caso representado pelo dois-em-um socrático) é insuficiente para resolver o problema e, para complementar o pensar, é necessário que se trate do juízo, aos moldes de Kant. Dessa forma, alguns nomes serão constantes neste trabalho, pois Arendt dialoga diretamente com Platão, Sócrates e Kant.
