O Campo Transcendental Puro (elementos para a determinação de um campo transcendental impessoal em Sartre e em Deleuze)
Angélica de Britto Pizarro
- Autor
- Angélica de Britto Pizarro
- Orientador(a)
- Paulo Cesar Duque Estrada
- Universidade
- PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO — PUC-RIO
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2001
Pretendemos nesta dissertação demarcar os elementos fornecidos por Jean-Paul Sartre e Gilles Deleuze para a determinação de um campo transcendental puro. A tese de um campo transcendental impessoal já se encontra postulada por Sartre no ensaio A transcendência do Ego - Esboço de uma descrição fenomenológica. Entretanto, e apesar das ressonâncias da obra de Sartre na concepção do campo transcendental no pensamento de Deleuze, a tese sartreana, segundo Deleuze, mesmo restituindo os direitos da imanência, não desenvolve inteiramente suas conseqüências, já que, ao descrever o campo transcendental como consciência, ainda que esta seja impessoal, Sartre não se desembaraça da forma do Eu. O empirismo transcendental aparece, assim, como a filosofia que pensa, não mais a unidade imanente do fluxo da consciência, mas a pluralidade imanente do fluxo transcendental.
