O complexo categorial da subjetividade nos escritos marxianos de 1843 a 1846
FREDERICO ALMEIDA ROCHA
- Autor
- FREDERICO ALMEIDA ROCHA
- Orientador(a)
- ESTER VAISMAN
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS — UFMG
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2003
O objetivo deste trabalho é apresentar a determinação do complexo categorial da subjetividade. A exposição está dividida em duas partes principais. Parte-se da crítica de Marx à filosofia especulativa, em """"Para a Crítica da Filosofia do Direito"""", na qual é rejeitada a concepção abstrata do ser da especulação que toma a subjetividade - no caso a consciência de si ou o espírito - como uma entidade autosustentada, autoposta. O ano de 1843 representa o primeiro passo da ruptura ontológica marxiana em relação à posição especulativa. A crítica prossegue em """"A Sagrada Família"""", nos """"Manuscritos de 44"""" e em """"A Ideologia Alemã"""", em que Marx descarta definitivamente a identidade especulativa entre ser e consciência. Na segunda parte é desenvolvida a determinação categorial da subjetividade, a partir sobretudo dos """"Manuscritos de 44"""" e de """"A Ideologia Alemã"""", em que a subjetividade é reconhecida como momento da atividade sensível, como atributo do ser social, e por fim reconhecida em seu caráter relacional através das múltiplas mediações com os complexos sociais reais e ideais.
