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Dissertações

O Comunismo e a Paz: Intelectuais Franceses e Bolchevismo até a Década de 1950

MIGUEL MENDONÇA DE ALVARENGA

Dissertação
Autor
MIGUEL MENDONÇA DE ALVARENGA
Orientador(a)
ALEX SANDRO CALHEIROS DE MOURA
Universidade
UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA — UNB
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2012
2012MIGUEL MENDONÇA DE ALVARENGA. O Comunismo e a Paz: Intelectuais Franceses e Bolchevismo até a Década de 1950. 2012. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA, DF. Orientador(a): ALEX SANDRO CALHEIROS DE MOURA.2

Neste trabalho, pretendo contextualizar o livro Os Comunistas e a Paz, de Jean-Paul Sartre, que não possui nenhuma tradução no Brasil. Foi escrito em 1952, como uma coletânea de artigos do autor para a célebre revista que passou a dirigir após a Liberação: Les temps modernes. É um livro importante, pois marca o início do engajamento sartriano na causa comunista e a ruptura com Merleau-Ponty, que via, no livro, uma traição ao ideal de uma esquerda independente do Partido Comunista Francês. Para tanto, reconstituirei o fundo de cultura que animava a esquerda francesa na primeira metade do século XX, naquilo que Lottman denominou “Rive Gauche”, ou margem esquerda. O conjunto dos escritores, artistas e políticos, em Paris, de 1930 a 1950. Depois, discutirei um pouco a filosofia de Sartre em sua dimensão existencialista, dialética, comunista; finalmente, discutirei, brevemente, o cerne ou a essência da crítica dirigida por Merleau-Ponty, bem como as cartas que levaram à ruptura entre os dois, até então, amigos próximos. No primeiro capítulo, é abordado o período e o processo de formação do comunismo francês, da Revolução Russa à guerra, e todo o contexto subseqüente, da Guerra Fria, que engendrou a indignação de Sartre, quando da prisão de Duclos e a redação do livro. No segundo capítulo, introduzo alguns elementos da filosofia de Sartre e, no terceiro, a crítica que Merleau-Ponty faz ao autor, crítica que passa a se delinear mais claramente em seu pensamento a partir da redação do livro em tela. Aí (neste capítulo), são apresentadas as divergências dos autores no que concerne a questões ontológicas de implicação política, à noção de engajamento (central na filosofia dos dois) e podem-se vislumbrar as conseqüências, para a filosofia contemporânea francesa, do livro traduzido.