O conceito aristotélico de phantasia deliberativa no Livro III do De Anima
VIVIANE DUTRA GRAMIGNA
- Autor
- VIVIANE DUTRA GRAMIGNA
- Orientador(a)
- MÍRIAM CAMPOLINA DINIZ PEIXOTO
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS — UFMG
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2006
Esta dissertação investiga a noção de phantasia ao longo do livro III do De anima, que consiste em uma explicitação da natureza exata do papel adquirido pela phantasia, utilizando-se das interpretações de Aristóteles que propõe explicar sua diferença em relação as demais capacidades de conhecimento e como essa noção intervém no movimento dos animais e na ação humana. A análise dos princípios que parecem ser responsáveis pelo movimento, como desejo e/ou intelecto, ressalta certas soluções adotadas no tratado que levam a algumas dificuldades e problemas relacionados com a phantasia deliberativa, uma vez que se pode reconhecer que o princípio único do movimento local é a capacidade deliberativa e que esta, por sua vez, não opera sem a phantasia. As distinções oriundas dos momentos anteriores se organizam num objetivo central que norteia toda a pesquisa, a saber: a explicitação da exata atividade da phantasia deliberativa na motivação humana e a discussão sobre seu possível caráter deliberativo. Além disso, discute-se o papel da phantasía no livro III do De Anima: seria ela substitutiva ou apenas representativa do intelecto prático?
