Voltar para Dissertações
Dissertações

O conceito de amor em Emmanuel Lévinas

Vicente Beur Miranda Lima

Dissertação
Autor
Vicente Beur Miranda Lima
Orientador(a)
Marcelo Perine
Universidade
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO — PUC/SP
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2007
2007Vicente Beur Miranda Lima. O conceito de amor em Emmanuel Lévinas. 2007. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO, SP. Orientador(a): Marcelo Perine.2

O debate ético nos últimos tempos tem despertado um grande interesse em muitos pensadores, tais como Ernest Thungendart, Jürgen Habbermas, Jacques Derrida, os quais procuram recolocá-lo na ordem do dia, ao lado de novas tendências filosóficas como Filosofia da Linguagem, Lógica, Teoria do Conhecimento e Filosofia Política. Dentre estes, tem-se especificamente em Emmanuel Lévinas, uma nova proposta ética. O presente trabalho tem por finalidade, apresentar de forma sucinta, esta nova proposta ética, que a seu modo rompe com as anteriores, na medida em que parte de um outro ponto de referência para pensar a própria ética, isto é, o outro. Para Lévinas, o ponto referencial da ética não reside num transcendentalismo do “eu devo”, mas na relação do face-a-face que se estabelece com a proximidade do outro. É desta forma que Lévinas supera as outras modalidades éticas, por aquelas permanecerem ainda num horizonte ontológico. Concomitantemente a esta primeira finalidade, tem-se como ponto principal da pesquisa, averiguar o conceito do Amor neste novo cenário ético proposto por Lévinas. Para tal, investigar-se-á: seu contexto vivencial, através de seu itinerário-existencial-filosófico, em que se percebe fortemente a influência do judaísmo em sua formação intelectual; a interlocução com nomes próprios da filosofia que influenciaram diretamente seu pensamento; para num último momento, averiguar, naquilo que traz de genuíno em sua filosofia, o lugar do Amor, como constituinte de sua Ética da Alteridade; propondo assim uma mudança de horizonte da própria filosofia, isto é, de uma amor à sabedoria, para uma Sabedoria do amor.