O CONCEITO DE ESPÍRITO NA OBRA """"O LUGAR DO HOMEM NO COSMOS"""" DE MAX SCHELER
GELSON LEONARDO RECH
- Autor
- GELSON LEONARDO RECH
- Orientador(a)
- Pergentino Stefano Pivatto
- Universidade
- PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL — PUC/RS
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2002
A dissertação se concentra na terceira fase do pensamento do filósofo Max Scheler (1874-1928), visando particularmente a obra intitulada """"Die Stellung des Menschen im Kosmos"""", publicada em 1928, buscando precipuamente analisar e evidenciar o conceito de espírito (Geist) que a perpassa. Que é o espírito? Quais as suas características? Como se manifesta concretamente? Eis as questões permanentes na dissertação. ..O conceito de espírito no conjunto da obra de Scheler não é novidade. Nesta obra, porém, ele apresenta uma nova concepção e inaugura propriamente a Antropologia Filosófica servindo-se das ciências como a biologia e a psicologia de sua época. Refutamos com Scheler o naturalismo que nega qualquer princípio metabiológico no homem (primeiro capítulo) e, no segundo capítulo, acompanhando os passos da obra em estudo, exploramos os conceitos de impulso afetivo, memória associativa, instinto e inteligência prática para concluirmos que a essência do homem e o lugar singular que ocupa no mundo, tem por base um princípio que está muito acima do que chamamos inteligência. É o espírito que faz do homem um homem e este se opõe a tudo o que em geral chamamos vida. Analisamos as principais características do espírito, a saber, a abertura ao mundo, a consciência de si, a objetivação e a condição de atualidade pura, bem como analisamos a questão da impotência do espírito e a relação espírito e Absoluto... No terceiro capítulo, analisamos o conceito de pessoa compreendida como o centro do espírito e salientamos elementos de continuidade deste conceito presentes na sua obra ÉTICA (O formalismo na ética e a ética material dos valores - seção VI) e a identificação que Scheler estabelece entre pessoa e espírito. Finalizamos abordando a implicação do conceito de espírito para a filosofia prática, enfocando sua limitação na medida em que Scheler salienta a força decisiva do impulso (Drang).
