- Autor
- Fábio Libório Rocha
- Orientador(a)
- Edson Peixoto de Resende Filho
- Universidade
- UNIVERSIDADE GAMA FILHO — UGF
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2003
Esta dissertação tem por objetivo advogar em favor da ausência da liberdade de querer, segundo a filosofia schopenhaueriana, como conseqüência da fraqueza do intelecto perante a potente vontade do sujeito. A liberdade ou o livre arbítrio, comumente entendido como ausência de necessidade é uma impossibilidade, na filosofia schopenhaueriana. A noção de livre arbítrio, que Schopenhauer refutou, anuncia uma noção de servidão à vontade, que aqui denominamos pelo conceito de servo arbítrio, tema luterano. Faremos um diagnóstico, apresentando os cenários filosóficos da """"guerra"""" em que a condição de liberdade do sujeito quanto aos fatores de tempo, espaço e causalidade, encontra-se impossibilitada devido a servidão do sujeito à vontade. A consistência da vulnerabilidade do conceito de liberdade foi debatida por Schopenhauer em dois momentos. Primeiramente, na reflexão da servidão do sujeito à necessidade pela vontade inconsciente, na obra O Mundo como Vontade e Representação (Die Welt Als Wille und Vorstellung), livro quarto. Posteriormente, na conceituação do livre arbítrio feita por Schopenhauer na obra O Livre Arbítrio (Über die Freiheit des Willens). Logo, a liberdade em Schopenhauer foi pautada como impossibilidade, devido ao determinismo causal que ele estabeleceu na relação entre vontade-necessidade e racionalidade-liberdade individual, servas à natureza inconsciente do sujeito ou às adversidades perante as leis físicas do mundo. Verdadeiramente, nenhum ato pode ser realizado livremente. Assistimos a este sublime espetáculo, enquanto """"ópera da natureza"""", que opera nos fenômenos do comportamento do sujeito sem mesmo conhecer quem está operando, pois a vontade é anônima, não pode ser conhecida. Buscamos refletir sobre a idéia de servo arbítrio, assentando o fundamento da servilidade no sujeito, sob dois aspectos: a sexualidade e a vontade inconsciente.
