- Autor
- VLADIMIR MENEZES VIEIRA
- Orientador(a)
- FERNANDO AUGUSTO DA ROCHA RODRIGUES
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO — UFRJ
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2003
O objetivo desta dissertação é determinar qual o papel desempenhado pelo conceito de sublime nas passagens da Crítica da faculdade de julgar que tratam diretamente do problema da arte (§§43-54). De início, o trabalho acompanha a evolução do debate moderno a respeito desta questão desde suas primeiras formulações, que remontam ao classicismo francês da segunda metade do século XVII, até as principais correntes que levaram adiante o debate na Inglaterra ao longo do século XVIII. Em seguida, são descritas as principais teses apresentadas por Kant nas analíticas do belo e do sublime, assim como a estratégia geral adotada pelo filósofo para justificar a possibilidade de juízos estéticos universalmente válidos. Por fim, são analisados a dedução transcendental e os parágrafos que a ela se seguem, indicando que eles permitem esboçar uma doutrina a respeito dos objetos estéticos produzidos pelo homem muito mais afinada com os pressupostos do classicismo do que com os do romantismo. Mostra-se, ainda, que para tal teoria estética o conceito de sublime não desempenha nenhum papel relevante, o que contradiz a maior parte do que foi escrito sobre o assunto antes da publicação da terceira crítica.
