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Dissertações

O Concerto da Essência no livro 2 da Metafísica de Aristóteles

Lucas Angioni

Dissertação
Autor
Lucas Angioni
Orientador(a)
José Cavalcante de Souza
Universidade
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS — UNICAMP
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
1997
1997Lucas Angioni. O Concerto da Essência no livro 2 da Metafísica de Aristóteles. 1997. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS, SP. Orientador(a): José Cavalcante de Souza.2

A presente dissertação dio mestrado consiste basicamente num comentário ao livro Z (VII) da """"Metafísica de Aristóteles, no qual este filósofo desenvolve um dos conceitos fundamentais de seu pensamento: o da ess~encia. Sustentando a idéia de que, em última instância, há um fio condutor único a presidir o desenvolvimento do referido conceito, o autor, em oposição a certa tradição interpretativa, tenta mostrar que, em tal livro, longe de exitar entre acepções distintas e mesmo contraditórias do conceito de """"essência"""", Aruistóteles o aborda decididamente a tpartir de uma perspectiva peculiar que lhe permite isolar a única acepção que lhe interessa, a saber, a de forma, entendida como princípio de inteligibilidade e unidade do ente sensíve. Nessa perspectiva, longe de oscilar de uma concepção (para alguns """"realista) de """"essência"""" como """"sujeito"""" e uma concepção (para alguns """"idealista"""") de """"essência"""" como """"forma"""" , Aristóteles estaria tão somente interessado nesta última, cujas dificuldades, além do mais, o ocupam durante a maior parte do seu percurso: Aristóteles, pois, busca, determinar de maneira precisa o estatuto da relççaõ entre forma e matéria na contituição da essência sensível, visando assim, determinar um tipo de unidade inteligível imediata cujas respectivas partes, distintas tão somente sob o aspecto da potencialidade ou atualidade das mesmas determinaçãoes, possam ser imanentemente concebidas uma a partir da outra, de modo a poder colocar a essência em seu todo como princípio suficiente à ciência demonstrativa. De certo modo, portanto, a determinação do conceito de essência no livro Z da """"Metafísica"""" apresenta-se como determinação das condições em que uma definição (cujo objeto pois, é sempre uma essência), enunciando uma unidade complexa inteligível por si mesma, poderia plenamente satisfazer a função de princípio demonstrativo, tal como estabelicido na teoria da ciência desenvolvida por Aristóteles nos """"Analíticos Posteriores"""".