O DASEIN SUSPENSO NO NADA: Transcendência e Mesmidade no Pensamento Heideggeriano
Afonso Henrique Magalhães de Campos
- Autor
- Afonso Henrique Magalhães de Campos
- Orientador(a)
- Dante Augusto Galeffi
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA — UFBA
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2005
Nossa proposta de pesquisa traz como intenção discutir, no horizonte do pensamento heideggeriano, o que ele denominou de “nada”, evidenciando o modo em que Dasein entra em relação direta com o ente humano pela via deste nada, tornando-se, assim, tema decisivo para a compreensão da questão do ser em seu esquecimento histórico. O nada, afirma Heidegger, é o que revela o homem na sua existência, ou seja, na ultrapassagem da realidade atual em direção às possibilidades. A tonalidade afetiva do tédio profundo nos revela o nada apenas de forma indireta, através de uma experiência do ente em sua totalidade, mantendo, no entanto, oculto o nada autêntico que se procura. Na disposição da angústia, porém, o dasein fica finalmente suspenso no nada e torna-se possível entrar em relação com o homem como ser-no-mundo. “Estar suspenso no nada” é possibilidade de revelação ou desocultação do Dasein. Por isso, o Dasein precisa estar em suspenso dentro do nada para que lhe seja revelado o ente que ele mesmo é, ou seja, a partir de uma decisão autêntica, cumprir seu projeto mais essencial que é ser si mesmo.
