- Autor
- Gilson Matilde Diana
- Orientador(a)
- Cláudio Araújo Reis
- Universidade
- UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA — UNB
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2004
O presente trabalho aborda os debates ocorridos no século XX entre duas posições morais distintas: o cognitivismo e o não-cognitivismo. Primeiro será tratado da origem destas discussões, tendo como fundamento a teoria da motivação humeana e as implicações desta teoria para o cognitivismo e para o não-cognitivismo. Em seguida, serão avaliadas duas posições não-cognitivistas, o emotivismo de Charles Stevenson e o expressivismo de Simon Blackburn, e o seu suporte na citada teoria da motivação. Num terceiro momento, serão tratadas duas alternativas cognitivistas, o realismo moral internalista de Jonathan Dancy e o realismo moral externalista de David Brink. Os assim chamados cognitivistas admitem a possibilidade de conhecimento moral, bem como da existência de fatos morais, e para tanto devem dar cabo das questões que surgem no âmbito da epistemologia, metafísica e linguagem quando tratam de tais questões. Já os não-cognitivistas negam a possibilidade de um conhecimento moral, sendo que as nossas distinções morais são somente expressões de sentimento, que têm como principal particularidade provocar alguma emoção nos participantes do discurso moral, resolvendo estas distinções na prática. Como conclusão do presente trabalho, depois de exploradas as dificuldades das teorias expostas acima, será defendido que o presente debate continua em aberto esperando uma convergência entre estas duas posições.
