Voltar para Dissertações
Dissertações

O desaparecimento da aura em Walter Benjamin

SYLVIA MARIA MARTELETO AVELAR

Dissertação
Autor
SYLVIA MARIA MARTELETO AVELAR
Orientador(a)
VERLAINE FREITAS
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS — UFMG
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2010
2010SYLVIA MARIA MARTELETO AVELAR. O desaparecimento da aura em Walter Benjamin. 2010. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS, MG. Orientador(a): VERLAINE FREITAS.2

Esta dissertação trata do processo de desaparecimento da aura das obras de arte apontado por Walter Benjamin. Para uma melhor explicitação deste processo, devemos partir primeiramente da própria definição do conceito de aura, considerando todas as suas imprecisões e ambiguidades, e, por conseguinte, analisar as condições que favorecem a sua dissolução. O tema da aura que se apresenta no pensamento benjaminiano participa de três momentos específicos. Em suas primeiras reeflexões, o autor analisa a aparição da aura durante a experiência do transe. Todavia, uma definição mais precisa do conceito e a compreensão do papel da reprodutibilidade técnica para o seu declínio só se tornam possíveis quando Benjamin analisa a relação entre a aura e o âmbito da fotografia. Posteriormente, Bejamin irá enfatizar a relevância da evolução das técnicas de reprodução industrial para a crise da arte tradicional e da obra de arte aurática. Neste segundo momento, faz-se necessário ressaltar que o advento da reprodução técnica industrial se torna o principal motivo da crise que se delineia, e consequentemente, o autor aponta a relevância do cinema (uma arte pós-aurática) neste contexto, como um agente que favoreceria algumas transformações sociais específicas. Por fim, resta-nos explicitar os motivos que levam ao autor a considerar a reprodutibilidade um fator secundário no processo do desaparecimento da aura. Na última etapa de nossa discussão, veremos que há uma transformação no discurso benjaminiano, e que o autor atribui a dissolução da aura a uma crise da percpeção dos indivíduos modernos.