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Dissertações

O dever como fundamentação da moral kantiana

Carmen Lucia Carlos de Queiroz

Dissertação
Autor
Carmen Lucia Carlos de Queiroz
Orientador(a)
Maria Terezinha de Castro Callado
Universidade
UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ — UECE
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2009
2009Carmen Lucia Carlos de Queiroz. O dever como fundamentação da moral kantiana. 2009. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ, CE. Orientador(a): Maria Terezinha de Castro Callado.1

Kant elabora o seu conceito de moral fundado em três pressupostos a saber: o homem como ser livre, a educação e a boa vontade, elementos importantes pelo fato de conduzirem a uma legitimação tão somente na razão prática. Desta forma, as bases para a doutrina moral são totalmente a priori sem recorrer a elementos.condicionantes ou determinantes da experiência, já que o homem não se vê somente como ser sensível, mas também como pertencente ao mundo inteligível,.neste caso, disposto a fazer uso de sua razão para superar a natural propensão ao.egoísmo através do esforço no sentido de alcançar a virtude, elevando sua razão.aos conceitos do dever e da lei moral. Há então, segundo Kant, um plano oculto da.natureza como ordem cósmica em dotar o homem de razão, mas que esta intenção, por hipótese alguma, é para fazê-lo feliz, se considerarmos, do ponto de vista lógico, as máximas que regulam o princípio de felicidade são totalmente opostas às máximas exigidas pela moralidade, apresentando uma aparente contradição; entretanto, se considerarmos que, para Kant, a definição de felicidade consiste na satisfação com nossa própria conduta moral, e, se a entendermos como um dever, contribuiremos com todas as nossas forças para realização do seu Sumo Bem no mundo. Só nestas condições a moralidade pode ser pensada como não isolada do fim último. Esta causalidade da vontade em consonância com a natureza, que age pela representação da lei, mostra que a razão pura, enquanto fonte de conhecimento pode também e, ao mesmo tempo, ser prática. Porém, o homem deverá, por outro lado, admitir inquestionavelmente a imortalidade da alma e a existência de Deus como garantia daquela conexão. A História assume um sentido teleológico, isto é, é dotada de significado, a partir dela a natureza intenciona preparar a humanidade a estágios mais elevados de civilização onde a sociedade civil deverá ser o lugar em mais alto grau, de uma constituição perfeitamente justa...Palavras-chave: Lei moral. Liberdade. Dever. Razão. Felicidade.