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Dissertações

O Dever Moral na Fundamentação da Metafísica dos Costumes de Kant

Francisco Winston José da Silva

Dissertação
Autor
Francisco Winston José da Silva
Orientador(a)
Regenaldo Rodrigues da Costa
Universidade
UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ — UECE
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2005
2005Francisco Winston José da Silva. O Dever Moral na Fundamentação da Metafísica dos Costumes de Kant. 2005. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ, CE. Orientador(a): Regenaldo Rodrigues da Costa.2

RESUMO...Tematização da idéia de dever e vontade como substrato fundamental para a Filosofia Moral de Kant na Fundamentação da Metafísica dos Costumes. Sob o aspecto Metafísico da obra, tendo como referência a Crítica da Razão Pura, Apresenta-se a proposta de uma metodologia transcendental na definição das idéias de dever e vontade na busca e fixação dos princípios supremos da moralidade em Kant. A dissertação parte do pressuposto transcendental da idéia de vontade e das condições de possibilidade e validade de uma razão pura prática na construção desta idéia de vontade. Neste sentido, a correlação entre vontade e dever é o referencial de uma reflexão sobre a proposta da busca dos princípios da moral diante da consideração da condição subjetiva do homem, de suas máximas para o agir e do discernimento da idéia de boa vontade pela razão comum. Assim sendo, a idéia de dever moral torna-se o referencial da distinção entre o querer subjetivo e o valor moral na objetividade do dever, que pode se manifestar na ação do indivíduo em sua condição humana. Por este motivo, a dissertação dedica os dois primeiros capítulos para uma reflexão das condições de possibilidade do valor moral como dignidade, do agir por dever e da liberdade: o capítulo terceiro apresenta a condição transcendental para uma metafísica dos costumes no campo da razão prática; o capítulo quarto trata da relação entre dever moral e o imperativo categórico como condição de possibilidade do homem limitado por sua subjetividade tornar-se um agente moral no reino inteligível dos fins. A liberdade possui significado de obediência às leis morais que a própria razão cria para si, desta forma, a idéia de liberdade deve pressupor o reino inteligível dos fins e a autonomia da vontade. Assim, a idéia de dever moral é tematizada em Kant num horizonte a priori da vontade, do imperativo categórico, da liberdade e da razão pura prática.