O erro corrigível e a ilusão inevitável na Crítica da Razão Pura de Kant
Elias Sérgio Dutra
- Autor
- Elias Sérgio Dutra
- Orientador(a)
- Paulo Roberto Licht dos Santos
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS — UFSCAR
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2008
O propósito deste trabalho é examinar o problema do erro e da ilusão transcendental na.Crítica da Razão Pura de Kant. Seguiremos as indicações do próprio Kant, que faz uma clara.distinção entre erro e ilusão e o caráter próprio de cada um, em que o primeiro é corrigível.enquanto o segundo é inevitável. Analisaremos em um primeiro momento o estatuto do erro,.isto é, as fontes positivas do erro, em que o entendimento é desviado de seu reto agir por uma.dupla influência despercebida: da imaginação e da sensibilidade. Tais influências conduzem o.entendimento a confundir os princípios subjetivos e objetivos do conhecimento, ou seja, a.tomar os primeiros como se fossem capazes de por si produzir conhecimento objetivo. No.segundo momento analisamos a questão da ilusão transcendental, através da idéia de Deus,.mostrando como se dá a passagem de uma busca natural da razão, a da totalidade de todo.conhecimento (o incondicionado) para uma ilusão dialética: a certeza de que conhece o ens.realissimum (Deus) como ser necessariamente real e existente. Por fim, tentamos demonstrar.que contribuições à metafísica pode trazer essa discussão entre erro corrigível e ilusão.inevitável, uma vez que a ilusão não configura nenhum erro, mas pode conduzir a ele.
