- Autor
- Camila Pessoa Lopes
- Orientador(a)
- Custódio Luis Silva de Almeida
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ — UFC
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2007
O presente trabalho tem por objetivo explorar o que Nietzsche conceitua como espírito livre. Para a compreensão desse conceito, em primeiro lugar procuraremos compreender a distinção feita por ele entre pessimismo romântico e pessimismo dionisíaco e, por conseguinte, sua descrição sobre os dois tipos de pessimistas na humanidade, aqueles que sofrem de empobrecimento e aqueles que sofrem de abundância de vida..Rompendo com a filosofia de Schopenhauer, Nietzsche inventa os espíritos livres e a eles dedica sua filosofia. Ele os chama de filósofos do futuro, aqueles que terão o pendor para compreender o que é perspectivista em cada valoração, como também, para apreender a injustiça necessária de todo pró e contra. Eles devem olhar o problema da hierarquia, ou seja, aquilo que durante a história aprendemos a sentir como valor. .O cultivo de si, portanto, implica o florescimento do espírito livre. Para tanto as condições da cultura são mescladas a aspectos da singularidade da vida instintiva que acabam por modelar, por formar o espírito. .“A história natural do espírito livre” é um lacônico fragmento que enseja o comentário sobre a moralidade dos costumes e a história dos sentimentos morais..Certos dessa invenção, apreende-se que a filosofia de Nietzsche põe constantemente o contraste entre o individual e o político, revelando-se assim a necessidade de afirmá-la de forma contundente, como uma alternativa à qualquer situação que desconsidera as possibilidades de crescimento individual ou que enfraqueça a natureza do indivíduo, ambas situações constatadas e constatáveis com o niilismo das idéias modernas. Com o espírito livre espera-se um passo avante no conhecimento e a superação da moral.
