""""O ESTADO DE ALIENAÇÃO E O PROCESSO DE DES-ALIENAÇÃO DO ESPÍRITO DA NATUREZA: UMA INVESTIGAÇÃO SOBRE A IMANÊNCIA DO ESPÍRITO E DA IDÉIA NA FILOSOFIA DA NATUREZA DE HEGEL""""
HELENA WERGLES RAMOS
- Autor
- HELENA WERGLES RAMOS
- Orientador(a)
- MÁRCIA CRISTINA FERREIRA GONÇALVES
- Universidade
- UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO — UERJ
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2010
O principal objetivo do presente trabalho consiste em demonstrar que, segundo a Lógica, a Filosofia do Espírito e a Estética de Hegel, os âmbitos da natureza e do espírito, tal como descritos pelo autor, não podem ser concebidos como âmbitos isolados entre si, mas devem ser tidos antes como domínios interligados por dois importantes fundamentos conceituais, a saber: em primeiro lugar, Hegel concebe tanto o espírito quanto a natureza como modos de manifestação da Idéia Absoluta; em segundo lugar, Hegel define a natureza como o espírito alienado de si. Sendo assim, investigaremos em que consiste tal estado de alienação e o modo como o mesmo se torna evidente em meio às considerações do autor sobre a natureza, bem como o modo pelo qual tal alienação é, por assim dizer, superada pelo próprio espírito imanente à natureza, superação esta que o conduz ao reino da consciência. Entretanto, é importante ter em mente desde já que a suspensão deste estado de alienação não ocorre de forma repentina: ao contrário, a assim chamada des-alienação do espírito se dá por meio de um processo gradual, onde a essência espiritual da natureza se torna mais manifesta à medida que o auto-movimento torna-se perceptível como algo imanente aos seres naturais, tendo como ápice de sua manifestação a natureza orgânica. Nesta forma de existência natural, a alma ? termo cunhado a partir do termo latino anima, a fonte de animação dos organismos em geral ? lhes empresta a vitalidade que lhes é própria, vitalidade esta que, como veremos, consiste na forma de expressão mais elevada da presença do espírito na natureza.
