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Dissertações

O EU E O INFINITO: DA CRÍTICA KANTIANA À SEMÂNTICA DA ONTOLOGIA CLÁSSICA E DE SUAS IMPLICAÇÕES SOBRE O PROBLEMA DA SUBJETIVIDADE

Leonardo Antônio Cisneiros Arrais

Dissertação
Autor
Leonardo Antônio Cisneiros Arrais
Orientador(a)
Jesus Vazquez Torres
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO — UFPE
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2001
2001Leonardo Antônio Cisneiros Arrais. O EU E O INFINITO: DA CRÍTICA KANTIANA À SEMÂNTICA DA ONTOLOGIA CLÁSSICA E DE SUAS IMPLICAÇÕES SOBRE O PROBLEMA DA SUBJETIVIDADE. 2001. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO, PE. Orientador(a): Jesus Vazquez Torres.3

A dissertação visa mostrar a existência de uma ligação de ordem semântica entre a crítica kantiana ao argumento ontológico e sua crítica da concepção cartesiana de subjetividade. Ela principia por uma investigação sobre a análise kantiana da Metafísica Dogmática como uma ilusão necessária da Razão Pura, para mostrar como essa análise considera serem tais ilusões o resultado de concepções particulares a respeito da significação dos conceitos e dos juízos. Desta forma o ataque dirigido por Kant contra o dogmatismo é, na verdade, um ataque a essas concepções semânticas de base e a proposição de novas teorias, supostamente mais explicativas e menos onerosas ontologicamente que as tradicionais. O aprofundamento da investigação leva a tratar do problema da modalidade sob os dois aspectos em que Kant o considera: o da modalidade lógica e o da modalidade real. Esses problemas levam a por uma questão ainda mais fundamental: em que medida a linguagem do conhecimento, dirigida imediatamente sobre objetos, pode por a si mesma como objeto ? Trata-se do problema de uma metalinguagem e a análise da crítica kantiana à metafísica e de sua distinção entre conhecer e pensar leva-nos a crer que o proton pseudos do dogmatismo é ter colocado como objeto do conhecimento aquilo que era a condição transcendental do próprio conhecer. Essa compreensão do sentido geral da crítica à metafísica permite-nos, enfim, interpretar a crítica ao Cogito cartesiano como a rejeição da objetificação daquilo que Kant chamará a condição suprema de todo o conhecer, a unidade transcendental do """"Eu Penso"""".