""""O governo dos homens na contemporaneidade: laicização do poder e subjetivação massificante"""".
Aelton Leonardo Santos Barbosa
- Autor
- Aelton Leonardo Santos Barbosa
- Orientador(a)
- Adriana Delbó Lopes
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS — UFG
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2012
RESUMO.O objetivo do trabalho é averiguar o modo em que se exerce o governo dos homens na.contemporaneidade. Nesta, os Estados-Nações estão organizados de acordo com a estrutura da democracia liberal, formação tardia da prática discursiva liberal. Em busca do que há de.específico na governamentalidade liberal contemporânea, o texto vai ao encontro do método.genealógico, partindo portanto de pesquisas sobre proveniência e emergência do objeto de.estudo. Apoiando-se nas análises de Friedrich Nietzsche e Michel Foucault – respectivamente,.criador e aperfeiçoador da crítica genealógica – verificam-se o que parecem ser as hipóteses.que unificam suas pesquisas políticas: em primeiro lugar, a idéia de que o poder na.modernidade se exerce a partir do deslocamento e laicização de uma relação de natureza.originariamente religiosa; em segundo lugar, a afirmação de que o processo, historicamente.identificável, de produção de sujeitos, é um processo que massifica; a modernidade por isso.seria marcada, num aparente paradoxo, pelo fato de que nela ocorre uma subjetivação.massificante. Os dois filósofos genealogistas expressam essas teses a partir dos conceitos.complementares de “moral de rebanho”, no caso alemão, e de “poder pastoral”, no caso.francês, que se referem respectivamente à formação do tipo psicológico do indivíduo da.modernidade e aos mecanismos de incidência do poder sobre os corpos a ele sujeitos..Foucault acrescenta, porém, que na contemporaneidade uma transmutação do poder estatal a.partir do modelo da economia política mudou o esquema geral de governamentalidade, o qual.de uma normalização dos corpos passou a uma regulação das populações; trata-se da aurora.da biopolítica e da governamentalidade liberal. As últimas décadas, além disso, parecem se.definir pela inscrição no real de novas práticas discursivas, que a partir da teoria do capital.humano e de uma atualização da noção de homo oeconomicus, apenas renovam o diagnóstico.nietzscheano de uma hegemonia do “último homem”.
