O INCONSCIENTE E A CONSCIÊNCIA NA TEORIA FREUDIANA: UMA REAVALIAÇÃO CONFORME O PENSAMENTO DE JOHN SEARLE
JOSÉ ROBERTO BARCOS MARTINEZ
- Autor
- JOSÉ ROBERTO BARCOS MARTINEZ
- Orientador(a)
- CARMEN BEATRIZ MILIDONI
- Universidade
- UNIVERSIDADE EST.PAULISTA JÚLIO DE MESQUITA FILHO — UNESP
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 1999
Os conceitos de Inconsciente e de Consciência foram estudados a partir da teoria psicanalítica de Sigmund Freud, principalmente nas obras """"Projeto de uma Psicologia"""" (1895), """"A interpretação dos sonhos"""" (1900), """"O inconsciente"""" (1915), """"O Eu e o Isso"""" (1923) e """"Esboço de Psicanálise"""" (1938). O estatuto epistêmico do Inconsciente e da Consciência foi analisado à luz da filosofia da mente. Especial ênfase foi dada às idéias de John Roger Searle em duas de suas obras: """"A redescoberta da Mente"""" (1992) e """"O Mistério da Consciência"""" (1977). Os argumentos centrais de Searle: 1) o cérebro produz a Consciência, 2) O Inconsciente é um estado neurofisiológico, e 3) Os estados mentais hipnóticos são estados de consciência e não provam a existência do Inconsciente psicanalítico foram confrontados com os argumentos freudianos. Concluiu-se que somente o futuro desenvolvimento da ciência cognitiva e da neurociência poderá decidir a questão cérebro/consciência ao dissolver ou solucionar o problema da relação mente-cérebro. Além disso, não haveria, em princípio, divergências ontológicas entre as concepções freudiana e searleana sobre a subjetividade e a Consciência com relação ao problema mente-cérebro. O Inconsciente freudiano possuiria qualidades ou funções equivalentes às da consciência searleana. Argumentamos que o naturalismo biológico de Searle não seria incompatível, em princípio, com o naturalismo psicológico freudiano. Ambos autores se direcionam para a construção de uma teoria da vida mental que consiga explicar a consciência a partir do cérebro e do inconsciente neurofisiológico.
