O jogo como articulador e moduladorda linguagem - uma compreensão da linguagem baseada em investigações filosóficas, de Wittgenstein e Ser e Tempo de Heidegger.
ENIO PAULO GIACHINI
- Autor
- ENIO PAULO GIACHINI
- Orientador(a)
- GILVAN LUIZ FOGEL
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO — UFRJ
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 1997
O """"filósofo"""" trata as questões da linguagem como se fossem doenças. Nós reconduzimos as palavras, do emprego metafísico para o cotidiano. Pelos jogos, a linguagem ganha articulação e modulação. Função, emprego e uso mostram a movimentação interina da linguagem. Neles a palavra faz-se préstimo relacional, ganha auteridade, no modo de vida. O """"filósofo"""" procura pela """"essência incomparável"""" da linguagem: 1. elemento originário; 2. instrumento de comunicação; 3. o signo e o ter em mente; 4. a lógica; 5. o conceito; 6. a linguagem privada. Esses """"problemas"""" sempre pressupõem a supressão do jogo de linguagem. O jogo é a vida da linguagem e do uso. Num lance do jogo sempre reune-se toda uma rede de remissões parentes e aparentadas. No jogo, estas tornam-se não necessárias; sem porquê e sem para quê. A regra só ganha sentido (witz) no jogo, num jogo de linguagem. Desvinculada deste, ela perde as referências do seu mundo. Quando em jogo, uma palavra é perfeita. Na discrição, o jogo desfaz todo o individualismo do elemento. Deixando aparecer só o cotidiano. Discrição é concentração máxima no desenrolar-se manso e frugal do uso cotidiano. Nessa descrição; a palavra se faz silêncio. Ela morre logo ao soar e recolhe-se na sua fonte referencial, no seu jogo.
