- Autor
- DANIEL REHFELD
- Orientador(a)
- MARCO AURÉLIO WERLE
- Universidade
- UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO — USP
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2012
Este trabalho tem como objetivo abordar a leitura que o jovem Hegel faz da filosofia kantiana, tendo como foco o desenvolvimento da noção de especulação a partir da relação estabelecida com a reflexão, característica fundamental daquelafilosofia. Através do reconhecimento da presença de """"idéias especulativas"""" nessa filosofia, Hegel orienta sua interpretação pela crítica ao caráter formal das """"filosofias da reflexão"""" e ao """"princípio da subjetividade"""" no qual elas se enraizam. Sua leitura é conduzida pela tentativa de restituir a """"idéia da razão"""", como unidade primordial e absoluta do sujeito e objeto, que na filosofia crítica somente pôde ser vislumbrada enquanto tarefa, mas cuja realização se encontra ali de antemão impedida. Pretende-se, ao longo do trabalho, acompanhar como Hegel chega a constatar a ambiguidade inscrita na reflexão filosófica kantiana e de que maneira ele a submete a uma reinterpretação especulativa que destaca, de sua interpretação finita (crítica), uma """"reflexão especulativa"""" como instrumento positivo do conhecer absoluto. Através do reconhecimento destas duas formas distintas de interpretar o sentido da reflexão e de sua atividade, voltamo-nos ao modo com que Hegel desenvolve a distinção kantiana entre Razão e Entendimento, porém agora não mais compreendidas enquanto faculdades do espírito, mas como modo distintos de interpretação do real.
